Língua Portuguesa

Um assunto importante

Boris de Zirkoff – EUA

Theosophy An important subject 2  Boris de Zirkoff
Volume XVI

N.º. 4 (82) – Primavera de 1960

[Foto na capa: Dr. Henry Travers Edge, 1867-1946]

Há um tema para reflexão, respeitante ao mundo de hoje, que deve ser de importância primordial para o estudante de Teosofia. Deve ser amplamente debatido em reuniões teosóficas bem como nas páginas das revistas teosóficas. Por uma ou outra razão, contudo, raramente é levantado, e quando é, recebe escassa atenção, enquanto nalguns lugares é evidentemente ignorado e se possível, abafado.

O assunto diz respeito ao desagradável facto de que a era de fantásticos avanços científicos de índole materialista, de enorme aumento do bem-estar económico nalgumas nações e o mais elevado nível de vida jamais visto, conforme alude um bem conhecido slogan, coincide com a maior queda dos padrões éticos, o mais enraizado egoísmo e à ampla disseminação da corrupção em todo o globo. Como pode isto ser explicado?

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O que Blavatsky conseguiu fazer em apenas 4 anos!!

Daniel Caldwell – EUA

Blavatsky

 Helena Petrovna Blavatsky

É realmente espantoso o que a Senhora Blavatsky conseguiu fazer em apenas 4 anos.

Ela chegou a Londres vinda da Bélgica no início de maio de 1887 e morreu quatro anos mais tarde no início de maio de 1891.

Contudo nestes 48 meses ela conseguiu fazer imenso.48 meses...não é assim tanto tempo...se pensarmos bem. Ela chegou a Inglaterra com o seu manuscrito de A Doutrina Secreta de quase um metro de espessura, para ir viver com um grupo muito pequeno de estudantes (os dois Keightley e outros).

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O valor do compromisso

Joy Mills – EUA


Joy Mills

O hábito e a tradição podem-nos conduzir a padrões de pensamento e ação que, pela sua repetição, parecem ter uma ausência de frescura e de espontaneidade. Precisamente porque a filosofia teosófica apresenta-nos com uma visão panorâmica da vida, com maravilhosas ideias cuja grandiosidade menoriza as insignificantes preocupações comuns, podemos muitas vezes estar inclinados a nos retirarmos para a segurança de uma caverna filosófica de especulações em vez de confrontar as realidades de existência em termos de um compromisso positivo com a ação. Até que ponto nos podemos comprometer? Há alguma maneira pela qual possamos agir tão espontaneamente que a ação, resultante de um compromisso interno com os princípios, vá de encontro às necessidades do momento com uma frescura apropriada a essa necessidade? Estas são certamente questões que merecem uma séria ponderação por parte do servidor teosófico. Como membros e amigos da Sociedade Teosófica somos desafiados a nos envolvermos num diálogo com o mundo, mas para esse diálogo ser eficaz temos que investigar a natureza do nosso próprio compromisso.

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A bondade amorosa na prática

Einar Adalsteinsson – Islândia

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Einar Adalsteinsson

A bondade amorosa não está implícita nas leituras que fazemos sobre ela; é sobretudo um ato de comunhão, uma comunicação mútua. É por isso que tenho que pedir a sua ajuda, caro leitor. Poderá descartar tudo o que eu disser, mas primeiro deixe as palavras e ideias gotejarem através da sua mente como uma chuva miudinha, ou passar através da sua consciência como uma brisa gentil num milheiral. Deixe a “quietude da natureza” reinar nos domínios internos, não afetados pelas minhas palavras e ideias. Torne isto numa meditação.

A bondade amorosa é um estado mental, contudo de modo nenhum permanente ou invariável. É uma nova corrente que flui poderosa e refrescante. Podemos sentir esta corrente dentro de nós quando estamos de bom humor, contentes, puros e quando tudo está bem. É portanto mais como uma ausência de luta externa e interna, mais do que qualquer coisa que se deva adquirir. Está efetivamente sempre lá.

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Os elefantes estão aqui!

Jan Nicolaas Kind – Brasil

Renovando a sede da Sociedade Teosófica


Os elefantes

É com muito prazer que quero partilhar convosco que foi criada uma nova página de internet dedicada especificamente à renovação dos edifícios históricos da sede da Sociedade Teosófica de Adyar e que tem o nome de “Os Elefantes”.

Porquê “Os Elefantes?”

Sendo um símbolo de força, o elefante inspira-nos a ser fortes e pacientes ao mesmo tempo. Baseia-se no pensamento consciente e na paciência para ir de encontro às suas necessidades.

O elefante é admirado pelo seu tamanho, longevidade, faculdades mentais, espírito cooperativo e lealdade.

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O princípio e não a pessoa

John Algeo – EUA

A Teosofia não é uma mera coleção de abstrações intelectuais. É uma receita para a vida. Cada ideia teosófica implica uma forma de ação teosófica. Se pensarmos em alguns dos conceitos teosóficos básicos, as suas aplicações práticas são óbvias.

Por exemplo, se aceitarmos a reincarnação, não devemos ter preconceitos sobre outras culturas, nações ou em relação ao género, porque no passado nascemos noutras culturas, nações e com outro sexo, e assim acontecerá novamente no futuro. Da mesma forma, se aceitarmos o karma, não devemos nunca conscientemente magoar os outros, porque toda a ação que empreendemos retorna para nós de modo similar. Obviamente que a mentalidade aberta e o não fazer mal aos outros são recomendados por sistemas éticos em todo o mundo, mas a Teosofia fornece uma base racional para praticar essas virtudes.

Para além destas ligações óbvias entre ideias e ações, existem outras mais subtis. A distinção teosófica entre as nossas individualidades e as nossas personalidades implica que devemos responder a nós e aos outros como indivíduos espirituais e não como pessoas materiais. Como pessoas materiais, todos nós cometemos erros, mas focar-se em erros pessoais – nossos ou dos outros – não os corrige, mas apenas intensifica a sua energia e a sua nocividade potencial. Ao invés, quando reconhecemos erros pessoais – em nós ou nos outros – a nossa resposta deve ser positiva, com o foco num princípio espiritual que contraria a falha material.

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H.P.B. Mensageira da Luz

Ianthe Hoskins – Inglaterra


A autora e Colin Price

Pouco mais se pode acrescentar às palestras evocativas, relatos biográficos e tributos literários que têm procurado honrar o Centenário do falecimento de Helena Petrovna Blavatsky, cofundadora da Sociedade Teosófica. Mas para a ocasião não passar para a corrente da história teosófica sem ter efeito no presente, temos de libertar da avaliação do passado o dinamismo latente do seu tema central – uma vida terminada, um trabalho iniciado.

Um trabalho iniciado para ser continuado, tal como tinham em mente, sem exceção, os seus amigos e companheiros dos últimos anos, enquanto escreviam tributos pessoais à instrutora cuja presença física havia desaparecido de perto de si.

O nosso dever é claro. Temos de continuar o trabalho que H.P.B. tão nobremente começou.
O trabalho a que ela deu a sua própria vida é agora nosso para dar continuidade. É por atos e não por palavras que fará florescer a sua vida e frutificar nos seus discípulos. Ela deixou-nos a responsabilidade de manter o elo intacto, de dar a outros o auxílio que ela de modo tão incondicional deu a nós próprios. Mãos à obra, Irmãos, porque o tempo é escasso e a tarefa hercúlea, e o monumento mais nobre à nossa Instrutora será o do crescimento e o da disseminação da luz que ela trouxe ao mundo.

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